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O apoio como estratégia de resposta a desastres: capilaridade, cuidado e coordenação regional na atuação dos apoiadores do COSEMS/RS

Autor: Gabriela do Nascimento Toniolo Bertolo | Apoiador(a) | COSEMS Rio Grande do Sul
Coautor(es): Kelly Caroline Portolan, Luciane Feira Gomes, Évilin Costa Gueterres, Pollyana Guedes
ID: 081

Introdução

Desastres são interrupções graves do funcionamento de uma comunidade causadas por eventos perigosos que interagem com condições de exposição, vulnerabilidade e capacidade. A intensificação de crises climáticas, como a de 2024 no Rio Grande do Sul, impõe desafios complexos ao SUS, exigindo respostas rápidas, coordenadas e territorialmente sensíveis. Nesse cenário, a atuação dos apoiadores do COSEMS/RS foi estratégica: por meio da presença regional e do vínculo com gestões municipais, organizaram ações emergenciais e mediaram demandas críticas. A experiência reafirma o apoio como dispositivo estruturante da governança do SUS, ampliando a resposta humanitária e a proteção do direito à saúde.

Objetivos

Apresentar a atuação dos apoiadores do COSEMS/RS na crise climática de 2024 no Rio Grande do Sul, bem como as emergências que sucederam, evidenciando a capilaridade regional como estratégia central para a organização de respostas em situações de desastre e destacando o papel do apoio institucional em contextos de crise.

Metodologia

Trata-se de um relato de experiência de abordagem qualitativa, baseado na observação direta e sistematização das ações dos apoiadores durante situações de emergência. Foram utilizados registros das atividades de apoio, seguidos de uma análise reflexiva sobre os efeitos da presença territorial na resposta humanitária.

Resultados e discussão

A atuação dos apoiadores consolidou o apoio institucional como dispositivo estratégico de resposta humanitária. A capilaridade territorial garantiu agilidade em ações que integraram logística aérea de insumos, proteção de direitos sexuais e reprodutivos (em parceria com o UNFPA) e suporte em saúde mental aos trabalhadores. O apoio também foi fundamental na elaboração de notas técnicas e na qualificação da comunicação institucional para mitigar a desinformação. Ao promover a articulação com Forças Armadas, Defesa Civil e instâncias tripartites, o apoio conectou soluções locais a respostas sistêmicas. Após a crise de 2024, essa metodologia de atuação foi replicada em outras emergências, como no aumento de acidentes com veículos da saúde, reafirmando sua posição estratégica. A experiência demonstra que a gestão de desastres exige presença concreta nos territórios, posicionando o apoio como fator estruturante da governança do SUS e da garantia de direitos, onde a vivência prática qualificada supera limitações teóricas.

Considerações finais

A atuação dos apoiadores do COSEMS/RS fortaleceu a resiliência do sistema de saúde ao possibilitar uma leitura qualificada de cenários em transformação, subsidiando a organização e a tomada de decisão em tempo real frente a crises complexas.

Referências

CAMPOS, G. W. S. Saúde Paideia. Saúde em Debate. 1a edição. São Paulo: editora Hucitec, 2003.

CONSELHO DE SECRETARIAS MUNICIPAIS DE SAÚDE DO RIO GRANDE DO SUL (COSEMS/RS). Projeto Púrpura. Porto Alegre, 2024. Disponível em: . Acesso em: 29 jan. 2026.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. “Health Emergency and Disaster Risk Management Framework”. Suíça: OMS, 2019.

UNITED NATIONS OFFICE FOR DISASTER RISK REDUCTION. Sendai Framework for Disaster Risk Reduction 2015-2030. Sendai, Japão: UNDRR, 2015.

Contato

gabriela.bertolo@cosemsrs.org.br

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