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A importância do Apoio na Região Oeste de SC: comunicação e engajamento na Governança Regional do SUS

Autor: Debora Schmitt | Apoiador(a) | COSEMS Santa Catarina
ID: 097

Introdução

A Região Oeste apresenta especificidades territoriais, sociais e organizacionais que impactam diretamente a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). Observam-se vazios assistenciais, dificuldades de articulação entre os municípios e fragilidades na participação dos gestores nos espaços de pactuação regional, comprometendo a tomada de decisões compartilhadas e a governança regional. Nesse contexto, o apoio regional assume papel estratégico ao atuar como mediador entre os diferentes níveis de gestão, contribuindo para a efetivação das diretrizes estaduais e federais no âmbito municipal. A comunicação qualificada e o engajamento dos gestores configuram-se como elementos centrais para o fortalecimento da governança e para a ampliação do acesso da população aos serviços de saúde.

Objetivos

Analisar a importância do apoio regional na Região Oeste, com ênfase nas estratégias de comunicação e no engajamento dos gestores municipais nos processos de gestão e pactuação regional.

Metodologia

Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo e reflexivo, fundamentado na vivência prática do apoio regional na Região Oeste. A análise baseia-se na observação do cotidiano de trabalho, nas interações com gestores municipais e nos processos de comunicação, articulação e participação nos espaços de pactuação, especialmente na Comissão Intergestores Regional (CIR).

Resultados e discussão

O contato telefônico direto mostrou-se uma ferramenta estratégica de gestão, mesmo diante da ampla utilização de meios digitais. A comunicação por voz favorece a humanização das relações, a construção de vínculo, empatia e confiança, além de permitir a resolução imediata de dúvidas complexas e a redução de ruídos de comunicação. O tom de voz e a receptividade dos gestores também se configuram como indicadores do grau de prioridade atribuído às pautas regionais. Outro aspecto relevante refere-se ao chamamento ativo para a CIR. A atuação do apoiador regional contribuiu para ampliar a participação dos gestores, qualificar o debate técnico e fortalecer a legitimidade das pactuações. O alinhamento prévio das pautas favoreceu a compreensão dos impactos das decisões e reforçou a corresponsabilização dos municípios. De forma transversal, o apoiador regional atuou como elo entre os entes federativos, promovendo articulação, escuta qualificada e mediação de conflitos.

Considerações finais

O apoio regional, sustentado por estratégias eficazes de comunicação e pelo engajamento ativo dos gestores municipais, desempenha papel fundamental no fortalecimento da governança da Região Oeste. Sua atuação qualifica os espaços de pactuação, amplia a corresponsabilização interfederativa e fortalece a organização regional do SUS, com impactos positivos no acesso e na oferta de serviços de saúde à população.

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017.

BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Resoluções sobre a Comissão Intergestores Regional e governança do SUS.

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa.

Contato

deboracosemsoeste@gmail.com

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